Gramática Online: Análise Sintática (parte 7) – Adjunto Adnominal X Complemento Nominal



Seu objetivo: aprender a diferenciar o Adjunto Adnominal do Complemento Nominal.

É comum termos confusão com Adjunto Adnominal e Complemento Nominal. Vamos, primeiramente, relembrar as definições de cada um:

Complemento Nominal: é o termo que completa o sentido dos substantivos abstratos, dos adjetivos e dos advérbios.

Adjunto Adnominal: é o termo acessório que está ligado a um substantivo.

1ª Diferença: termo acessório x complemento

Observe que o adjunto adnominal é um termo acessório (que enfeita a oração) que se liga a um substantivo (concreto ou abstrato), enquanto que o complemento nominal é um termo que completa o sentido do substantivo abstrato. Portanto, o adjunto adnominal apenas “enfeita” a oração e pode ser omitido sem dar problema de sentido, enquanto que o complemento nominal é fundamental para a oração (a oração não pode ficar sem o complemento nominal, já que ele completa o seu sentido).

Exemplo 1: “Vendemos cadeiras de madeira”. A expressão “de madeira” é um termo que está ligado à palavra “cadeiras”, um substantivo concreto. Porém, nós podemos ignorar “de madeira” sem interferir no sentido da oração e ficamos com: “vendemos cadeiras”. Portanto, “de madeira” é um termo acessório (pode ser excluído da oração) e, por isso, é um adjunto adnominal.

Exemplo 2: “Temos certeza da vitória”. A expressão “da vitória” é um termo que está ligado à palavra “certeza”, um substantivo abstrato. Se essa expressão for ignorada da oração, ficamos com: “temos certeza”. A oração ficou incompleta (é preciso dizer o que se tem certeza). Portanto, “da vitória” é um termo que completa o sentido da palavra “certeza” e, portanto, não pode ser ignorada. Logo, “de vitória” não é adjunto, mas sim é um complemento. Portanto “de vitória” é um Complemento Nominal.

2ª Diferença: concreto x abstrato

O complemento nominal completa o sentido de substantivos abstratos. Portanto, se o substantivo for concreto, então o termo ligado a ele só poderá ser um adjunto adnominal.

Exemplo: Comprei um relógio de prata. Como “relógio” é um substantivo concreto, então a expressão “de prata” não pode ser complemento nominal. Logo, “de prata” é um adjunto adnominal.

Se essas diferenças não ajudarem a indicar se o termo é um complemento ou um adjunto, então teste a terceira diferença:

3ª Diferença: passivo x ativo

O complemento nominal é passivo, enquanto que o adjunto adnominal é ativo. 

Exemplo 1: A invenção do avião surpreendeu o mundo inteiro. Sabemos que o avião foi inventado (recebeu a ação: é passivo). O avião não inventou nada, mas sim foi inventado. Então, “do avião” é um complemento nominal (expressa passividade, recebimento de ação).

Exemplo 2: A invenção de Santos Dumont surpreendeu o mundo inteiro. Santos Dumont inventou (realizou a ação). Então, “de Santos Dumont” é um adjunto adnominal (expressa ação).

Exemplo 3: A organização dos relatórios é importante. Qual é o certo: “os relatórios organizam” (ativo) ou “os relatórios são organizados” (passivo)? Resposta: “os relatórios são organizados” (passivo). Portanto, “dos relatórios” é um complemento nominal.


Exemplo 4: Maria tem amor de mãe. Qual é o certo: “a mãe ama” (ativo) ou “a mãe é amada” (passivo)? Resposta: “a mãe ama” (amor “de mãe” significa que a mãe ama, não que a mãe é amada). Logo, pelo caráter ativo, “de mãe” é um adjunto adnominal.  

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