Olá! Está é a sétima aula do Módulo II - Classes Gramaticais. E hoje nós vamos estudar o conteúdo sobre numerais.
Confira abaixo:
Numeral: definição e classificação
Os numerais formam a classe das palavras que exercem duas funções principais:
1 expressam quantidades numéricas;
2 indicam a posição de um elemento dentro de uma sequência.
Em relação à classificação, eles pode ser agrupados em quatro tipos: cardinais, ordinais, fracionários e multiplicativos.
Vamos estudar, agora, cada classificação:
Numerais Cardinais
São aqueles que representam quantidades numéricas exatas. Ou seja: os numerais cardinais são os números que começam do zero e vão se sucedendo indefinidamente.
Exemplos: um, dois, três, vinte e um, vinte e dois, trinta e cinco, cento e sete, mil...
Encontrei duas canetas na gaveta.
Numerais Ordinais
São aqueles que representam a posição de um elemento em uma sequência.
Exemplos: primeiro, segundo, terceiro, quarto...
Jerônimo chegou em décimo lugar.
Numerais Fracionários
São aqueles que representam, numericamente, uma parte de um todo, ou seja: são os numerais associados às frações matemáticas.
Exemplos: meio, terço, quinto, vinte avos...
Encheu dois terços do tanque de combustível
Observação: quando o denominador da fração é superior a 10, acrescentamos a palavra "avos" à leitura do numeral (um doze avos; oito vinte avos...)
Numerais Multiplicativos
São aqueles que expressam quantidades numéricas com fator de multiplicação.
Exemplos: dobro, triplo, quádruplo...
Ele tem o dobro da minha idade.
Os numerais e os substantivos coletivos
Além dos numerais, existem substantivos coletivos que também expressam quantidades. O prof. Domingos Paschoal Cegalla, em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, chama essas palavras de substantivos coletivos numéricos.
Exemplos: par, dúzia, dezena, centena, década, biênio, triênio, novena...
Escrita de números por extenso
Ainda de acordo com Cegalla, para realizar a leitura e escrita de números, deve-se intercalar "a conjunção e entre as centenas e as dezenas e entre estas e as unidades". Além disso, segundo ele, "na escrita dos números por extenso não se põe vírgula entre uma classe e outra."
Exemplo (Cegalla):
Número: 3.655.264
Escrita: três milhões seiscentos e cinquenta e cinco mil duzentos e sessenta e quatro.
Observações
1 Na leitura de séculos, partes de obras (parágrafo, capítulo...) e nomes de papas, reis, imperadores e demais autoridades equivalentes, utilizamos os numerais ordinais até o décimo. Acima disso, a partir de "onze", utilizamos os numerais cardinais (onze, doze, treze...)
Exemplos:
século XIX
lemos "século dezenove", em vez de "século décimo nono
século V
lemos "século quinto", em vez de "século cinco"
papa Bento XVI
lemos "Bento dezesseis", em vez de "Bento décimo sexto"
papa João Paulo II
lemos "João Paulo segundo", em vez de "João Paulo dois"
2 Na leitura de textos jurídicos, utilizamos os numerais ordinais até o nono para identificar artigos, incisos, parágrafos, portarias, decretos etc. Acima disso, utilizamos os numerais cardinais ("dez" em diante).
Exemplos:
Art. 6
lemos "artigo sexto", em vez de "artigo seis"
Art. 11
lemos "artigo onze", em vez de "artigo décimo primeiro"
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