Olá! Esta é a sétima aula do Módulo II - Classes Gramaticais. E hoje nós vamos continuar o estudo da classe dos adjetivos (iniciado na aula anterior), focando, dessa vez, na flexão de gênero, número e grau.
Flexão dos adjetivos
Os
adjetivos são palavras variáveis. Isso significa dizer que eles não têm
uma forma fixa, mas sim podem mudar por meio da flexão de gênero (masculino/feminino), de número (singular/plural) e de grau (comparativo/superlativo).
Adjetivo: flexão de gênero
Os adjetivos, quanto ao gênero, podem ser uniformes (quanto têm a mesma forma no masculino e no feminino), ou então biformes (quando têm uma forma no masculino e outra no feminino).
Exemplos de adjetivos uniformes (mesma forma para ambos os gêneros)
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Masculino
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Feminino
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Homem leal
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Mulher leal
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Homem cruel
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Mulher cruel
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Homem simples
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Mulher simples
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Homem jovem
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Mulher jovem
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Homem paulista
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Mulher paulista
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Exemplos de adjetivos biformes (duas formas, uma para cada gênero)
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Masculino
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Feminino
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Homem brasileiro
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Mulher brasileira
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Homem alto
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Mulher alta
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Homem trabalhador
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Mulher trabalhadora
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Homem cristão
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Mulher cristã
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Homem ateu
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Mulher ateia
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Adjetivo: flexão de número
Os
adjetivos também podem ser flexionados no singular ou no plural. No caso
dos adjetivos simples, as regras de formação do plural são semelhantes
ao plural dos substantivos.
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Singular
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Plural
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Homem brasileiro
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Homens brasileiros
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Pessoa gentil
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Pessoas gentis
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Legume cru
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Legumes crus
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Caderno azul
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Cadernos azuis
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Dica útil
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Dicas úteis
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A flexão de grau do adjetivo está organizada da seguinte maneira:
Grau Comparativo
O grau comparativo
é utilizado para comparar uma qualidade (adjetivo) entre dois
elementos. Importante ressaltar que a "qualidade", nesse contexto, pode ser algo bom ou ruim.
Dessa forma, existem três possibilidades: um elemento pode estar num nível superior, inferior ou equivalente ao outro elemento em relação à qualidade (adjetivo) que está sendo comparada entre os dois. Logo, o grau comparativo pode ser:
comparativo de superioridade ("mais... do que");comparativo de inferioridade ("menos... do que");comparativo de igualdade ("tão... quanto").
Veja os exemplos:
- Jerônimo é mais esperto do que Frederico (comparativo de superioridade).
- Jerônimo é menos esperto do que Frederico (comparativo de inferioridade).
- Jerônimo é tão esperto quanto Frederico (comparativo de igualdade).
Vale ressaltar, mais uma vez, que o que define se o comparativo é de superioridade ou inferioridade é o uso de "mais... do que" e "menos... do que", independentemente se o adjetivo indicar uma qualidade boa ou ruim.
- Jerônimo é mais forte do que Frederico (comparativo de superioridade).
- Jerônimo é mais fraco do que Frederico (comparativo de superioridade).
- Jerônimo é menos atrapalhado do que Frederico (comparativo de inferioridade).
- Jerônimo é menos organizado do que Frederico (comparativo de inferioridade).
Observação:
alguns adjetivos possuem formas sintéticas para o comparativo de
superioridade, sendo utilizados sem a necessidade da palavra "mais".
Exemplos: "João é maior do que Pedro" (em vez de "João é mais alto do que Pedro"). Logo, o comparativo de superioridade pode ser analítico (quando se usa "mais" junto ao adjetivo) ou sintético (quando se usa somente o adjetivo sem a palavra "mais").
Grau Superlativo
O grau superlativo é utilizado para expressar o elevado grau de uma qualidade, seja ela boa ou ruim. Isso pode acontecer em termos absolutos, ou então de forma relativa (ou seja: em relação a um grupo). Por causa disso, o grau superlativo está organizado da seguinte maneira:
Grau Superlativo Absoluto
Ocorre quando expressamos o elevado grau de uma qualidade (adjetivo) de forma individual (absoluta), seja essa qualidade boa ou ruim.
O grau superlativo absoluto pode ser sintético (quanto o adjetivo, por si só, expressa o grau), ou analítico (quando é necessário usar, junto com o adjetivo, palavras de intensidade, como "mais", "menos", "pouco", "muito").
Exemplos:
- Jerônimo é muito forte (grau superlativo absoluto analítico)
- Jerônimo é fortíssimo (grau superlativo absoluto sintético)
- Jerônimo é muito fraco (grau superlativo absoluto analítico)
- Jerônimo é fraquíssimo (grau superlativo absoluto sintético)
Grau Superlativo Relativo
Ocorre
quando um elemento apresenta o grau máximo ou mínimo de uma qualidade (adjetivo), boa ou ruim, dentro de um grupo ou conjunto.
O grau superlativo relativo pode ser de superioridade (com o uso da palavra "mais"), ou de inferioridade (com o uso da palavra "menos").
Exemplos:
- Jerônimo é o aluno mais esforçado da turma (grau superlativo relativo de superioridade)
- Jerônimo é o aluno menos esforçado da turma (grau superlativo relativo de inferioridade)
____________ R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S ____________
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática
portuguesa. 40.ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2024.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48.ed. Companhia Editora Nacional, 2020.
CUNHA, Celso; LINDLEY, Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 6.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013.
HAUY, Amini Boainain. Gramática da Língua Portuguesa Padrão. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014.
Para consultar as referências gerais do
site, que embasam todos os conteúdos, acessar a página Nova Gramática
On-line (Referências).
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