Diário - "Trocando a carta pelo diário"

Campo Grande (MS), 15 de fevereiro de 2026

Caro Quebec, 

Desde o início da nova atualização da Nova Gramática On-line, bem que tentei, por um tempo, manter a seção "Carta aos Leitores". O objetivo era criar um espaço para publicar informações acerca das atualizações, além de poder me dirigir, de forma mais direta, aos leitores. 

Oh, mas eu sabia, lá no fundo, que eu estava me sabotando. A carta é defesa. O diário é vulnerabilidade. A carta é proteção. O diário é exposição. No fundo, eu sabia que estava escolhendo o gênero textual errado, mas quis insistir... e não funcionou. 

Tomei a decisão: troquemos, pois, a carta pelo diário. E a sorte está lançada! Nem que seja um diário imperfeito, capenga, atualizado uma vez na semana, no mês, no ano ou em uma década! Nem que seja um diário com cara de crônica, focinho de ensaio e corpo de... carta! Mas que seja sincero, enquanto dure.

* * * 

Estou feliz com as atualizações no site e com o crescimento dos acessos. Terminamos o Módulo I, reestruturando totalmente o conteúdo de Fonologia. Lançamos, também, a sua versão em e-book (volume I)  com o conteúdo completo, acrescido de aprofundamentos e exercícios extras. O sonho da multimodalidade começa, enfim, a tomar forma. 

Neste momento, estou trabalhando no Módulo II (classes gramaticais). Antes de iniciar as atualizações, fiquei indeciso, por um período, sobre a sequência de assuntos da Morfologia: começar com estrutura e formação de palavras, ou então com classes gramaticais? Qual a sequência seria mais didática e descomplicada?

As gramáticas de Cegalla e Celso Cunha começam primeiro com estrutura de palavras, para depois explicar classes gramaticais. E as gramáticas de Rocha Lima e Bechara fazem o inverso.

Depois de muito pensar, adotei um formato híbrido: iniciei o conteúdo de Morfologia pelas classes gramaticais, porém aproveitando a flexão das palavras variáveis para adiantar conceitos de estrutura de palavras. Assim, ao explicar, o conteúdo de substantivos, eu aproveito a classificação entre primitivos e derivados para explicar o que é radical. E aproveito a flexão de gênero e número para explicar desinências nominais. Com isso, o leitor já se familiariza com os termos antes mesmo de chegar ao conteúdo de estrutura e formação de palavras. 

Por ora, é isso. 

Até mais

Vinícius 

 

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