VERBO: o que é, exemplos e conjugação

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Olá! Esta é a aula de nº 13 do Módulo II – Classes Gramaticais. E hoje daremos início ao estudo da classe dos verbos. A partir de agora, veremos tudo o que você precisa saber sobre esse importante conteúdo.

Vamos lá!

O que é verbo?

Verbos são palavras que expressam, principalmente, as seguintes ideias: ação, fenômeno natural, estado ou mudança de estado

Além disso, um mesmo verbo pode ser escrito de inúmeras formas diferentes de acordo com o modo, o tempo, o número e a pessoa que esteja realizando a ação indicada por ele.

A semântica do verbo

Ação é o fato/acontecimento realizado por alguém (ou algo).
Exemplos de verbos (ação): correr, nadar, pensar, escrever, pular, falar, estudar...
Exemplo numa frase: "Eu estudei muito ontem".
Fenômeno indica acontecimentos naturais e espontâneos.
Exemplos de verbos (fenômenos): anoitecer, chover, nevar, ventar...
Exemplos de frase: "Hoje choveu bastante".
Estado indica a condição ou modo de ser em que se encontra algo ou alguém.
Exemplos de verbos (estado): estar, parecer, ficar.
Exemplo de frase: "Roberto está muito feliz".
Mudança de estado indica a mudança de um estado para outro.
Exemplos de verbos (mudança de estado): ficar, virar, tornar-se...
Exemplo de frase: "Ele ficou triste".
Nota do professor: essas são as principais ideias que os verbos transmitem (e as principais que são explicadas pelas gramáticas). Porém, existem muitas outras: verbos podem indicar desejo ("eu quero chocolate"), existência ("existem dois caminhos até lá"), necessidade ("eu preciso de ajuda"), posse ("Leandro tem dois cadernos") e por aí vai... Por isso, para além da semântica (ou seja: para além da ideia que o verbo expressa), é fundamental entender todas as outras características dos verbos para reconhecê-los. Não basta saber apenas que verbo é aquilo que "indica ação".

Flexão (conjugação) do verbo

Quando usamos os verbos nas frases, eles geralmente aparecem conjugados, ou seja: são escritos de uma forma específica para cada pessoa, número, modo e tempo, seguindo um padrão de conjugação

Para isso, repetimos o radical (um "pedaço" da palavra original que se mantém em todas as conjugações) e acrescentamos as desinências, que são as terminações específicas de cada conjugação (eu cantei, nós cantamos, eles cantaram...).

Veja três exemplos de frases com diferentes conjugações do verbo "estudar":

"Eu estudei ontem."
(tempo: pretérito perfeito; modo: indicativo; pessoa/número: 1ª p. singular)
"Nós estudaremos amanhã."
(tempo: futuro do presente; modo: indicativo; pessoa/número: 1ª p. plural)
"Talvez eles estudem amanhã."
(tempo: presente; modo: subjuntivo; pessoa/número: 3ª p. plural)

Formas nominais do verbo

Quando o verbo não está conjugado, ele aparece em uma das três formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Cada uma delas é identificada de acordo com a terminação do verbo. Veja:

Infinitivo: O verbo estará no infinitivo quando terminar em -ar, -er ou -ir.
Exemplos: nadar, calar, cantar, beber, correr, esquecer, cair, dirigir, sorrir.
• Os terminados em -ar são verbos de primeira conjugação (cantar, nadar, roubar, falar...).
• Os terminados em -er são verbos de segunda conjugação (vender, correr, beber, escolher...).
• Os terminados em -ir são verbos de terceira conjugação (partir, cair, rir, mentir, sorrir...).
Observação: O verbo “pôr” e seus derivados (compor, depor, repor, etc) são verbos considerados de segunda conjugação (terminado em ER), pois a forma antiga do verbo “pôr” é “poer” (segunda conjugação). 
 
Gerúndio: O verbo estará no gerúndio quando terminar em -ando, -endo ou -indo.
Exemplos: nadando, viajando, correndo, escrevendo, sorrindo, partindo
 
Particípio: O verbo estará no particípio quando terminar em -ado ou -ido.
Exemplos: dançado, cantado, viajado, soluçado, vendido, bebido, caído.
 
Observação: existem verbos que têm particípio irregular, pois não seguem a terminação "ADO" ou "IDO", que são terminações padrões do particípio regular. Por exemplo: o particípio do verbo "abrir" é "aberto" (ou seja: falamos "a porta está aberta" em vez de "a porta está abrida"). Existem verbos que também aceitam as duas formas ao mesmo tempo (particípio regular e irregular), dependendo de como são usados. Exemplo: o verbo “imprimir” aceita dois particípios. O particípio regular é “imprimido” (eu tinha imprimido o documento ontem) e o particípio irregular é “impresso” (o documento está impresso).

Como conjugar os verbos?

Conforme já vimos antes, os verbos são conjugados de acordo com a pessoa e número (quem faz), modo (como faz) e tempo (quando faz). Vamos estudar cada um desses elementos, um por um. 

CONJUGAÇÃO: O QUE É "PESSOA" E "NÚMERO"?

A "pessoa" (também chamada de "pessoa do discurso") nada mais é do que “algo” ou “alguém” que realiza a ação expressa pelo verbo. 

Ou seja: algo ou alguém realiza a ação de cantar, de nadar, de vender e por aí vai. Como existe uma variedade ilimitada de "pessoas" (João, Maria, Frederico, meu amigo, o professor, o motorista...), representamos todas essas pessoas por meio dos pronomes pessoais do caso reto (que estudamos em aulas anteriores).

Assim, ao todo, existem três pessoas do discurso:

EU
1ª pessoa
(quem fala)
TU
2ª pessoa
(com quem fala)
ELE / ELA
3ª pessoa
(de quem fala)

Essas pessoas podem variar quanto ao número, ou seja: podem estar no singular ou no plural da seguinte forma:

• O plural de EU é NÓS;
• O plural de TU é VÓS;
• O plural de ELE/ELA é ELES/ELAS.

Ou seja:

Pessoa Gramatical Pronomes (Caso Reto)
1ª Pessoa (Singular)eu
2ª Pessoa (Singular)tu
3ª Pessoa (Singular)ele, ela
1ª Pessoa (Plural)nós
2ª Pessoa (Plural)vós
3ª Pessoa (Plural)eles, elas

Exemplo: para cada pessoa, o verbo tem uma forma específica de ser escrito. Com o verbo correr, por exemplo, repetimos o radical da palavra ("corr") e acrescentamos uma terminação ("corr+o", "corr+es", "corr+e"...). Veja:
Eu corro.
Tu corres.
Ele corre.
Nós corremos.
Vós correis.
Eles correm.
Veja que, para cada pessoa/pronome, temos uma terminação diferente. Essas terminações, conforme já vimos, são chamadas de desinências verbais.

A DESINÊNCIA VERBAL E O PADRÃO DE CONJUGAÇÃO

Cada verbo conjugado termina com uma desinência verbal, que nos indica a pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular/plural) da conjugação. 

Corro todos os dias (corro => "eu")
Corremos todos os dias (corremos => "nós")

Essas desinências (terminações) sempre se repetem nos verbos regulares, formando padrões. Portanto, se você souber conjugar um verbo, você consegue conjugar todos os outros verbos regulares que pertencem à mesma conjugação. 

Como o verbo "correr" é de segunda conjugação (pois termina em "ER", lembra?), todos os outros verbos regulares de segunda conjugação seguem o mesmo padrão, terminando com a mesma desinência verbal ao serem conjugados no mesmo modo, tempo, pessoa e número:

EU...
corro todos os dias (correr)
vendo todos os dias (vender)
como todos os dias (comer)
escrevo todos os dias (escrever)
NÓS...
corremos todos os dias (correr)
vendemos todos os dias (vender)
comemos todos os dias (comer)
escrevemos todos os dias (escrever)

CONJUGAÇÃO: O QUE É O "TEMPO"?

A conjugação também pode variar no tempo, ou seja: a ação pode ser expressa no passado (pretérito), no momento atual (presente) ou no futuro. Para uma mesma pessoa/pronome, há várias possibilidades de conjugação no tempo:

Eu corro todos os dias (presente)
Eu correrei todos os dias (futuro)
Eu corri todos os dias (pretérito)

Observe que também existem desinências específicas para cada verbo conjugado em cada tempo. A desinência verbal "erei", por exemplo, é típica da primeira pessoa do singular ("eu") com verbos conjugados no futuro (eu correrei, eu comerei, eu estudarei...).

CONJUGAÇÃO: O QUE É O "MODO"?

Por fim, além da pessoa (1ª, 2ª, 3ª), do número (singular, plural) e do tempo (pretérito, presente, futuro), a conjugação também pode variar de acordo com o modo, ou seja: a forma com que a ação indicada pelo verbo está sendo realizada.

Existem, ao todo, três modos: indicativo, subjuntivo e imperativo.

Modo indicativo: usado para indicar um fato concreto. Indica a certeza de que algo aconteceu, está acontecendo ou que vai acontecer.
Exemplo: eu conversei com ele ontem.
Modo Subjuntivo: usado para indicar hipótese, possibilidade ou dúvida.
Exemplo: talvez eu converse com ele amanhã.
Modo Imperativo: usado para indicar ordem, pedido, conselho.
Exemplo: converse com ele, por favor.

Conclusão

Cada verbo pode ser escrito de inúmeras maneiras. Para cada pessoa e número ("eu", "tu", "ele", "nós", "vós", "eles"), em cada tempo (pretérito, presente, futuro) de cada modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), teremos uma forma específica de escrever um verbo.

E nas próximas aulas veremos, em detalhes, como devemos conjugar os verbos em cada situação. Até lá!

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